A REVELAÇÃO

João 4:25-27 (NVI)

25Disse a mulher: “Eu sei que o Messias ( chamado Cristo ) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós”.26Então Jesus declarou: “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você”.27Naquele momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “Que queres saber? ” ou: “Por que estás conversando com ela? “

Eu, que estou falando com você, sou o Messias, disse Ele a mulher samaritana.

Jesus finalmente escancara quem é, o Messias.

Na verdade, o Cristo sempre se revela. Ninguém que tenha perguntado a Ele, em sinceridade, quem Ele é, sai de uma conversa como essa sem resposta. Jesus não é o Deus que se esconde, mas deseja que todos os conheçam e encontrem Nele a vida que não se encontra em mais ninguém.

Em se tratando de Deus, sempre haverá o mistério, o desconhecido e o incognoscível, o que é algo a se esperar, pois um Deus completamente explicável, não é Deus. Mas Jesus faz questão de se deixar conhecer, penso que, o máximo possível. Assim entendemos a encarnação do Cristo, que entre outras coisas, nos proporciona conhecer o Pai.

Jesus mesmo, respondendo a Filipe disse: Quem vê a mim vê ao Pai (João 14:09), então, o Cristo revela o Pai ou Deus se revela através de Jesus. Se queremos conhecer a Deus, devemos observar o Cristo. Nele se encontra Deus.

Através Dele conhecemos a Deus.

Mas alguns de nós não pensam assim, como naquele momento demonstra a reação dos discípulos, que espantados pela aproximação entre Jesus e a mulher samaritana, queriam perguntar a Ele: Por que estás conversando com ela?

Sabemos que fatores históricos, políticos e culturais criaram esse conceito na cabeça daqueles homens, mas Jesus, apesar do nosso espanto, não se revela somente aos que nós achamos que merecem receber tal revelação. A avaliação do Cristo, ao se apresentar vivo, se fazendo conhecer, não segue os critérios que a religião, a cultura ou a sociedade impõe.

Jesus se revela a quem o busca, não a quem o merece, como equivocadamente pensamos.

Bom é se lembrar que se o critério da revelação divina fosse esse, a quem Jesus se daria a conhecer? Quem mereceu, ou merece conhecer a Deus? O que nos faz pensar que somos adequados a essa revelação? Em um mundo meritocrático como o nosso, o pensamento é esse, mas na ótica do Cristo, não. Ele se dá a conhecer por amor. Esse é o valor que o impulsiona a responder qualquer gemido que demonstre o desejo de conhecê-lo em espírito e em verdade. Não há valor humano que compre essa disposição divina. Tudo o que fizermos, por melhor que seja, não nos torna aptos a conhecê-lo.

Mas, mantendo tal pensamento, nos assemelhamos aos discípulos, pensando que somente nós temos o direito de conhecer Jesus. Assim, o risco é julgarmos e condenarmos aqueles a quem o Cristo tem se revelado.

Podemos e devemos perceber se o conhecimento a respeito do Cristo tem tocado e transformado o coração das pessoas, pois esse é o testemunho de que se compreendeu que Ele é o Cristo, mas deixemos Jesus dar-se a conhecer a quem Ele quer, pois esse controle não temos e nunca teremos.

Hamilton Gomes

1 comentário

    • Maiquel em 15 de janeiro de 2022 às 05:44
    • Responder

    Sensacional , já tem um tempo que acompanho seu blog , e tem me dado muitos dias de reflexão , obrigado , abraço Mito.

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