ÁGUA VIVA

João 4:10-14 (NVI)

10Jesus lhe respondeu: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva”.11Disse a mulher: “O senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva?12Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado? “13Jesus respondeu: “Quem beber desta água terá sede outra vez,14mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”.

A metafórica “água viva” que Jesus oferece a mulher, que ainda não sabe com quem está falando, leva a pensar em algo muito precioso. Tão precioso como água limpa, fresca em uma região onde tal bem é escasso em quase toda sua extensão territorial e durante a maior parte do ano. Essa metáfora está presente no Velho Testamento, onde é usada para se referir ao relacionamento de Israel e YHWH. Em Jeremias 2:13 (NVI) “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água. O próprio YHWH se apresenta como “água viva” a Israel e denuncia que foi trocado por águas paradas dos poços da religião e ainda que esses poços estavam rachados e assim Israel ficou sem nada. Há ainda outras possibilidades como em Zacarias 14:08 quando águas correntes fluirão de Jerusalém e Ezequiel 36:25-27 quando a água produz purificação.

Todas essas metáforas tem a ver com Deus, sua graça, o conhecimento de Deus, do poder do Espírito Santo em transformar o coração do homem.

Em João, Jesus se apresenta como água viva, pois é o Messias Salvador de todos e detentor único da solução que todos desejam, a vida plena. Vida plena que está além da que percebemos naturalmente e pela qual ansiamos desesperadamente.

Definitivamente, há uma sede insaciável e incurável em cada um de nós.

Um senso de incompletude alcança desde o mais simples até o mais bem-sucedido dos homens e nada, nesse mundo conhecido por nós, pode preencher. Toda e qualquer experiência se torna vazia e inútil quanto a tentativa de se resolver a orfandade cósmica presente em cada ser humano, em qualquer momento histórico e em qualquer lugar desse planeta. Somos órfãos que buscam o sentido da vida e entendemos que nada por aqui pode resolver uma questão que não é da ordem desse mundo, mas da eternidade.

Como disse C. S. Lewis “Tudo o que não é eterno é eternamente inútil.”

Assim, Jesus adverte a mulher e a nós a respeito da efemeridade da água que não é viva e que requer reabastecimento constante para se ter a falsa sensação de satisfação. Vs13 “Quem beber desta água terá sede outra vez, (…)” Essa observação é a respeito de nossa alma sedenta que por mais que tenha, nunca tem o suficiente. Sempre achando que o “próximo” será melhor, que o “outro” resolverá, que “aquela” é a que preciso, que o “mais” é a solução.

Pois como Fiodor Dostoieviski escreveu: “há no homem um vazio do tamanho de Deus”.

Jesus se apresenta, e creio piamente que seja, a solução definitiva para a sede incontrolável que todos temos e ainda afirma que vs14(…) a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”. Assim não haverá mais falta, aridez, escassez, mas abundância.

Em tempos de “água à vontade” é preciso ser absoluto em tal entendimento. Somente Jesus Cristo pode saciar definitivamente uma alma sedenta.

Hamilton Gomes

1 comentário

    • Kaio Pinheiro em 11 de novembro de 2021 às 13:16
    • Responder

    Definitivamente, há uma sede insaciável e incurável em cada um de nós.

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