ÁGUA E VINHO

João 2:6-11 (NVI)

6Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabia entre oitenta a cento e vinte litros.7Disse Jesus aos serviçais: “Encham os potes com água”. E os encheram até à borda.8Então lhes disse: “Agora, levem um pouco do vinho ao encarregado da festa”. Eles assim o fizeram,9e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo10e disse: “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.11Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

Ao fazer seu SINAL, Jesus manda encher de água as talhas que eram usadas para as purificações cerimoniais. Aquela água servia para os judeus se lavarem antes das refeições e dos rituais de sua religião, o que era imprescindível, mas agora, diante do Cristo, aquela água é transformada em vinho, um excelente vinho, que não seria usado para lavagem exterior, mas para dele se servir, se deliciar, se saborear.

A expressão “da água para o vinho” denota mudança profunda e nos remete a força transformadora que só Jesus tem e que, ao ser vivida pelos que o seguem, proporciona uma transformação comparada aquilo que aconteceu em Caná.

Vinho e água, parecem iguais, mas não são. Assim, o que segue a Jesus continua sendo gente, mas não mais como ao nascer.

O Cristo então, sinaliza sua força transformadora que alcançará tantos durante seu ministério e incontáveis depois de sua morte e ressureição. Tal força é capaz de mudar corações e com isso determinar ao que é transformado a reordenação de prioridades, como aconteceu com Zaqueu, que, ao contato com Jesus, compreende que o ter não lhe responde a busca interior, e salvo, resolve dividir aquilo que gastou a vida para acumular.
A mudança essencial realizada por Jesus, abre caminhos para que a ressignificação da vida ocorra nos corações como o de Paulo de Tarso que, alcançado pelo Cristo, percebe que o motivo de sua existência deve ser realinhado. Abraça o que perseguia, dispondo-se a sofrer e morrer pelo evangelho que tanto combateu.
O que dizer de Pedro, que cedendo a sua humanidade caída, nega o Cristo, mas sofre e percebe ter sido esse o maior de seus erros, pois transformado, já não era mais o Pedro pescador de peixes e sim o homem vocacionado para cuidar das ovelhas de Jesus.
Mas há também de se citar histórias de quem, mesmo andando ao lado do Mestre, não lhe permite acessar a entranhas da alma e continua sendo Judas.
Assim, durante os últimos dois mil anos, são inimagináveis as histórias de transformação sinalizadas naquele dia e, para alívio dos que se percebem inequivocavelmente equivocados, como todo ser humano é, o Cristo continua transformando corações.

2 comentários

    • Sérgio Luiz Vasconcellos em 23 de novembro de 2019 às 07:31
    • Responder

    Mensagens sempre edificantes. Obrigado Pastor!!!

    1. Obrigado Sérgio. Grande Abraço!

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